História

Nessa seção você encontra um pouco mais sobre a história do Formosa Esporte, desde a sua fundação, passando pela formalização, profissionalização, até os dias atuais. Confira abaixo:

História - Ano 1978

Em um campinho de terra atrás do terminal rodoviário de Formosa-GO, assim inicia a história do que décadas depois viria a ser o Tsunami do Cerrado. Um grupo de amigos decide se juntar e formar um time de futebol. Surge então o time do Bosque, nome que faz referência ao nome do bairro onde o time dava seu primeiros passos no campinho de terra próximo à rodoviária.

As primeiras disputas do até então “Time do Bosque”, com suas atividades iniciadas em 21 de setembro de 1978, se dava contra outros times dos demais bairros da cidade de Formosa.


Os anos 1980 e início dos anos 1990 para o Time do Bosque foram anos em que o time concentrava suas atividades em partidas esporádicas contra equipe de outros bairros e equipes da zona rural do município de Formosa. Contudo com o passar dos anos e com o aumento da frequência dos jogos o Time do Bosque criava musculatura e condições para mais tarde se estabelecer como equipe de futebol formalizada e com personalidade jurídica.


O Time do Bosque dá um importante passo para sua consolidação como clube de futebol. Encabeçado pelo desportista mineiro, de Conceição das Alagoas-MG, e formosense de opção e coração, Cacildo de Paula Cassiano, o Time do Bosque passa a ser chamar Bosque Futebol Clube, passa a ter CNPJ e Estatuto.

O registro oficial se deu no dia 05 de janeiro de 1995, na cidade de Formosa, Estado de Goiás, como uma associação civil de caráter desportivo, cultural e social, sem fins econômicos. 29 novos sócios assinam a ata de fundação do BFC – Bosque Futebol Clube. Logo no seu primeiro ano de equipe de futebol legalmente constituída o BFC se sagra campeão do campeonato amador de Formosa.


Esse ano foi um ano especial para a história do clube originário do campinho de terra no setor Bosque. Neste ano o Bosque Futebol Clube, se tornou clube de futebol profissional sendo credenciado junto à CBF – Confederação Brasileira de Futebol e filiando-se à Federação de Futebol do Distrito Federal. A partir disso adquiriu o direito de participar de competições de futebol profissional organizadas por essas entidades.

Entusiasmado com a profissionalização, o clube participou da disputa da segunda divisão do Campeonato Candango desse mesmo ano e conseguiu o título e o direito de disputar a primeira divisão no ano seguinte.


Em sua estreia na primeira divisão do Campeonato Brasiliense, o Bosque Futebol Clube sentiu o peso de enfrentar as tradicionais equipes do Distrito Federal e não conseguiu repetir o feito do ano anterior e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão novamente. Após essa precoce queda a equipe passaria por uma longa fila de espera perambulando pela segunda e até mesmo pela terceira divisão do Candango.

A espera terminaria em 2010, quando a equipe conquista o vice campeonato da segunda divisão e retorna à elite no ano seguinte.


Em meio às dificuldades do início dos anos 2000, ocorre um fato significativo e grande importância para a agremiação e para a cidade de Formosa. Em 2007, o então Bosque Futebol Clube passa a se chamar Bosque Formosa Esporte Clube, sendo chamado a partir daí, pela imprensa, torcedores e adversários apenas como Formosa Esporte.

O clube que já levava a bandeira no município em seu escudo, agora acrescenta também o nome da cidade. Aumentando ainda mais a ligação com suas origens e com o povo formosense.


A ano de 2011 é um capítulo à parte na história do Formosa Esporte, devido aos curiosos e surpreendentes fatos ocorridos, esse destaque se dá tanto pelo lado positivo, como pelo lado negativo. O time que havia conquistado o acesso a primeira divisão no ano anterior chega para disputar o Candangão 2011 com o objetivo de se manter na elite do futebol brasiliense, a essa altura um grande feito, afinal de contas na única vez que disputou a primeira divisão acabou sendo rebaixada.

Com uma gestão arrojada e competente, aliado ao apoio financeiro da Prefeitura Municipal e de algumas empresas formosenses, montou-se uma forte equipe, com atletas experientes e alguns com grande rodagem no futebol brasileiro, sob o comando técnico de Auecione Alves, aos poucos a equipe foi se entrosando e ganhando confiança a medida que os resultados positivos vieram. Juntamente com a escalada do time na tabela de classificação a torcida abraçou a equipe e embalou ainda mais o Formosa Esporte. Ver o Diogão com suas arquibancadas tomadas pela torcida alviverde foi uma cena comum em 2011.

A empolgação e o desempenho foram surpreendentes de tal forma que surgiu através da ideia e voz do cronista esportivo Lecy Vaz a expressão Tsunami do Cerrado. O Tsunami então viveu dias de glória ganhando jogos e dando espetáculo e orgulho ao torcedor. O ano de 2011 marcou também a despedida dos gramados do jogador Heli Carlos, mais conhecido como Heli Goiano. O jogador nascido em Formosa e que após jogar por diversas equipes brasileiras pendurou as chuteiras com a camisa do Formosa Esporte no jogo frente ao Atlético Ceilandense no Estádio Diogão. Na ocasião, e com casa cheia, o atleta recebeu uma singela homenagem, recebendo da diretoria uma camisa com o número 100, simbolizando a centésima partida do jogador com a camisa alviverde.

Tudo era festa para os lados do Tsunami do Cerrado e o clube atingia um patamar jamais imaginado, porém, numa tarde de sábado do outono brasileiro, mais precisamente no dia 30/04/2011, um capítulo tenebroso e sombrio estava prestes a ser escrito na trajetória do Formosa Esporte. Naquela tarde o Tsunami causou um verdadeiro dilúvio, mas não para o adversário, e sim nos corações dos torcedores alviverdes. O jogo era Formosa Esporte versus o já eliminado Botafogo-DF, ao Formosa Esporte bastava um empate para avançar a etapa final da competição.

Com o Diogão lotado o Formosa Esporte logo abriu o placar e aproximou ainda mais de alcançar o seu objetivo. No entanto, após o retorno do intervalo o que se viu em campo foi um time “apático e estranho”, e o resultado dessa apatia foi o placar de 4 x 1 a favor do já rebaixado Botafogo-DF. A derrota acachapante provocou a ira nos torcedores, queimando bandeiras e camisas, realmente aquela tarde foi uma verdadeira tragédia na história futebolística do Formosa Esporte. Mesmo com a eliminação a equipe terminou num honroso 3º lugar e conquistou o direito de disputar a série D do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao qual disputou e foi eliminada ainda na fase de grupos.

Desta forma, a fatídica e sombria tarde de sábado daquele 30 de abril de 2011, impôs ao Tsunami um revés amargo, que ficou conhecido como Diogaço, e continuaria a trazer malefícios para os anos seguintes com o rompimento dos laços entre time e torcida, esvaziamento das arquibancadas e perda de credibilidade junto a parceiros e apoiadores. Entretanto, há que se ressaltar o brilhante trabalho realizado pela diretoria capitaneada pelo Presidente José Luiz Domingos levando o Formosa Esporte a conquista do 3º lugar e ao alcance de uma projeção jamais imaginada e ocorrida até então.


Com total desconfiança da torcida e ainda combalido e sofrendo os reflexos da fatídica eliminação no ano anterior, O Tsunami do Cerrado fez uma campanha muito abaixo da expectativa e acabou sendo rebaixada para a segunda divisão. Iniciando uma era de dificuldades financeiras, desencontros administrativos e descrédito junto ao torcedor.

Os mais supersticiosos acreditam e nomeiam o fato ocorrido no ano anterior como a “Maldição de 2011”, outros apelidaram o fato de “Diogaço”. Maldição ou Diogação, o fato é que após o ocorrido o Tsunami tem caminhado às duras penas.


Com o forte desejo de retornar à elite do futebol candango, o Tsunami reuniu forças e montou uma competitiva equipe com atletas experientes sob a batuta de João Carlos Cavalo no comando técnico para a disputa da segunda divisão do campeonato candango. A equipe fez um grande campeonato e se sagrou campeão de forma invicta, conquistando o acesso para mais uma vez figurar na elite do futebol candango.


O ano de 2014 deixou múltiplas sequelas no Tsunami do Cerrado, com um planejamento financeiro e esportivo precipitado o clube montou um elenco caro, para os padrões que até então estava habituado e diante das receitas previstas. O resultado disso foi uma equipe que pouco fez em campo, mas fora dele causou grandes estragos.

Com um elenco de altos salários e pouco futebol o clube se viu sem condições de honrar os compromissos financeiros assumidos com atletas, fornecedores e funcionários e isso arruinou as finanças do Formosa Esporte, desencadeando em ações trabalhistas e pendências financeiras que iria prejudicar o clube ainda mais nos anos seguintes. O saldo de 2014 foi tão catastrófico quanto os 7 x 1 sofridos pela Seleção Brasileira no Mineirão.


O Tsunami entrou em campo para disputa do Candangão 2015 reforçado com o apoio de empresários paulistas que vieram tentar a sorte em terras goianas, talvez motivados pelo sucesso de público e o bom desempenho da equipe em 2011, que até até a fatídica derrota por 4 x 1, o clube fazia surpreendente campanha.

Com o apoio dos investidores o Tsunami montou um time competitivo e conseguiu se classificar para o mata-mata. Nas quartas de final, enfrentou a equipe do Gama, vencendo a primeira partida no Estádio Diogão por 1 x 0, porém perdeu a segunda partida no Bezerrão por 2 x 1 e foi eliminado pelo Periquito, dando adeus a disputa pelo tão sonhado título.


O Formosa Esporte disputa pelo terceiro ano consecutivo a divisão principal do futebol de Brasília, no entanto, fez uma campanha com oscilação de boas e más atuações e terminou a competição em 10º lugar. Apesar do desempenho aquém das expectativas da torcida e da imprensa, o ano ainda reservava boas notícias para o Tsunami.

Um grupo de empresários, executivos e profissionais liberais se uniram no propósito de resgatar a imagem e a credibilidade do Formosa Esporte, que a essa altura encontrava-se arranhada pelos dissabores ao longo dos anos. A eleição foi realizada no fim de 2016 e a nova diretoria foi eleita para o quadriênio 2017-2020, com o compromisso de sanar as pendências financeiras do clube e trazer um novo olhar administrativo, jurídico e  esportivo para o Tsunami do Cerrado, a partir daí foi iniciado um longo trabalho de reorganização e modernização do clube, iniciando pela estrutura estatutária, passando pelo marketing esportivo, pela estruturação das categorias de base e pela organização administrativa. Parte desse trabalho seria notado já no campeonato de 2017.


História - Ano 2017

Com a energia renovada e novos ares trazidos pelo nova diretoria, eleita no fim de 2016, o Tsunami iniciou o ano cercado de expectativas de novamente triunfar e assim reconquistar o respeito e apoio do torcedor. Várias mudanças administrativas foram realizadas, aliando o clube com as boas práticas de gestão, inserindo o clube em um contexto de maior modernidade e instaurando um pensamento voltado para uma administração transparente, dinâmica com visão de longo prazo. Empresas e parceiros foram buscados, e apesar da desconfiança fruto dos anos de dificuldade, houve grande adesão por parte do empresariado formosense e do torcedor. Dentro do campo as coisas não caminharam tão bem quanto administrativamente, a equipe oscilou e por algumas rodadas namorou o rebaixamento e em outras sonhou com a classificação, chegando a última rodada precisando vencer o já classificado Paracatu em seus domínios e ainda torcer para uma combinação de resultados.

O Tsunami saiu atrás no marcador, mas reagiu e virou o placar com dois gols ainda no primeiro tempo, àquela altura a combinação de resultados favorecia e o Tsunami classificava. Mas no fim do segundo tempo, em um descuido, a equipe mineira empatou e deu números finais a partida. Esse último jogo foi o reflexo da equipe na competição, oscilando bons e maus momentos, terminando a competição em 9º lugar. Embora o resultado na tabela de classificação não tenha sido o esperado, ficou a sensação de que anos melhores virão para o Tsunami e que o legado administrativo criado será fundamental para a alçada de voos maiores para o Formosa Esporte.


GALERIA DE PRESIDENTES AO LONGO DA HISTÓRIA

Nome: Cacildo de Paula Cassiano
Período de Mandato: 1995 a 1996 / 1997 a 1998
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Nome: José Geraldo Melo de Souza

Período de Mandato: 1999 a 2000
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Nome: Ari de Sena Souza
Período de Mandato: 2001 a 2002 (renunciou no início de 2002)
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Nome: Silvio Alves Ramos
Período de Mandato: 2002 (interino)
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Nome: José Geraldo Melo de Souza
Período de Mandato: 2003 a 2004 / 2005 a 2006
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Nome: Cacildo de Paula Cassiano
Período de Mandato: 2007 a 2008 / 2009 a 2010
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Nome: José Luiz Domingos
Período de Mandato: 2011 a 2012
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Nome: Cacildo de Paula Cassiano
Período de Mandato: 2013 a 2014 / 2015 a 2016 / 2017 a 2020
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CAMISAS OFICIAIS AO LONGO DA HISTÓRIA

Veja as camisas que o Formosa Esporte usou em cada temporada.